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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

RAUL CALDEIRA, UM SÍMBOLO DA CULTURA DO RIBATEJO




RAUL CALDEIRA, UM SÍMBOLO DA CULTURA DO RIBATEJO

Raul Manuel Gaudêncio Bexiga Caldeira, nasceu na Chamusca em 4 de Julho de 1960.
Aos 12 anos de idade começou a cantar no coro da Igreja Matriz da Chamusca e aos 13 a jogar futebol no Grupo Juventude Chamusquense. Pormenores normais na vida de muitos outros jovens. Contudo, o que se segue é um percurso extraordinário de paixão à cultura da Chamusca e do Ribatejo, desenvolvendo, em simultâneo, várias actividades, em diferentes áreas, movido por um espírito incansável e dedicado à sua Região.
Fez parte de uma tertúlia fadista. Foi membro de dois grupos musicais que divulgaram a música tradicional portuguesa por todo o país e pelo estrangeiro. Desenvolveu trabalho radiofónico em 7 rádios, tendo entrevistado entre outros, Amália Rodrigues, João Moura, Mário Coelho e Vítor Mendes.
Escreveu para 2 órgãos da imprensa escrita e um opúsculo sobre o Eng.º Rosa Rodrigues, uma Figura da tauromaquia.
Grande aficionado da festa brava, no Centro Cultural da Chamusca fundou o “Clube Taurino” e fez parte da organização das entradas de touros na quinta-feira de Ascensão. Naquele Centro, devido ao seu também profundo sentimento pelo fado, foi um elemento da organização da “Grande Noite do Fado”, que trouxe à Chamusca grandes fadistas.
         O teatro fez igualmente parte do seu grande envolvimento com a cultura, tendo representado numa dezena de peças e revistas, onde espelhou a sua qualidade como actor.
A poesia (desde os 13 anos quando decorou o primeiro poema), tornou-se também um sentimento permanente na sua vida, que o leva a declamar os poetas portugueses pelos mais diversos palcos e eventos nacionais. De tal monta é a qualidade do dizer poesia e o seu sentir poético, que a “Casa do Ribatejo” lhe atribui um “Diploma de Louvor”, pela sua dedicação e divulgação da poesia ribatejana.
Perante um tão intenso trabalho cultural, a televisão surge normalmente no seu caminho sendo convidado para falar da sua vida cultural e declamar poesia.
Arte poética que, conjuntamente com o fado e a tauromaquia, lhe tocam fundo na alma, sendo uma pessoa conhecida e reconhecida pelas suas já inúmeras participações e colaborações em eventos por todo o país, com grandes figuras dessas áreas a nível nacional.
A entrevista e o trabalho que a seguir se apresentam são, sem qualquer dúvida, o tributo merecido a um Homem que é um símbolo do Ribatejo.



Declamando o poema " O Ribatejo".



Declamando "Cântico Negro" de José Régio.


O trabalho e o relacionamento com grandes figuras da sociedade e da cultura Portuguesa



Com o Grande Jornalista Fernando Pessa, na Feira Popular de Lisboa.



No velho "Pateo de Santana" em Lisboa, acompanhado por Rui Veloso, Carlos Zel e Abílio José.



Com António Pinto Basto, José Luís Nobre Costa, Margarida Bessa, João Chora, entre outros.


À conversa com o Grande Actor Rui de Carvalho


Com o filho Pedro e Katia Guerreiro, fadista e médica oftalmologista.


Quando é que nasceu este teu forte sentimento pela cultura?

Pode dizer-se que praticamente desde o berço. Sempre gostei muito de música. Lembro-me de ter para aí uns 4 anos e encantado ouvir o António Calvário a cantar a canção a “Oração” e pôr-me a trauteá-la.
Mais tarde, quando já andava na escola, no fim das aulas, recordo-me  de vir para casa a correr e ir para debaixo das laranjeiras do meu quintal, ligar a rádio e ficar ali sozinho e em sossego a ouvir o Tony de Matos,  o António Mourão, a Amália Rodrigues e os outros cantores em voga, em Portugal, nos anos 60.
Também logo em miúdo ganhei um gosto especial pelo folclore, porque o meu pai me levava a ver o Festival Internacional de Folclore de Santarém, organizado pelo Comendador Celestino Graça. Ali se concentrava a música, a dança, o traje, a verdadeira cultura popular.


19/05/1984 - O pai e a mãe, um exemplo na sua educação para a cultura e para os afectos.

Com que idade começou o teu envolvimento cultural e de que forma  sucedeu?

Quando terminei a escola primária fui frequentar o Externato Liceal, que funcionava junto do edifício onde hoje se situa a Junta de Freguesia da Chamusca, e influenciado pelos meus colegas João Chora, Fátima Silva, Bia, São José Imaginário e Ana Paula Simões e Silva, que pertenciam ao coro da Igreja, aos 12 anos de idade acabei por ir também para lá cantar.
Éramos cerca de 40 elementos, ensaiados pela Menina Nazaré Santos e que viriam a dar origem ao “Coro da Imaculada Conceição”, que nasceu da necessidade do Grupo sair da igreja e ir à procura de novos sons musicais, nomeadamente da música tradicional portuguesa, de um público diferente e de percorrer outras localidades. Esses objectivos foram conseguidos pelo “Coro” e pessoalmente, durante os cerca de 5 anos em que ali permaneci, penso que aprendi muito sobre música, como colocar a voz, mas também a construir amizades que se mantém até hoje.

Foi nesse período que surgiu também a tua veia futebolística?

Surgiu aos 13 anos, quando fui jogar nos iniciados do Grupo Juventude Chamusquense. Tal deveu-se, como em muitas outras situações ocorridas na minha vida, aos fortes relacionamentos que fui estabelecendo. Foi o José Pinhal que era o meu treinador e de quem sou grande amigo que me influenciou para que jogasse futebol.
Àquele primeiro ano seguiram-se mais dois como juvenil, com a curiosidade de conseguir conciliar a participação no “Coro” com a actividade desportiva. Cantava na igreja ao domingo de manhã e à tarde jogava futebol. Os espectáculos e os jogos também nunca coincidiram.
Contudo,  a verdade é que não sentia o mesmo apelo pelo desporto como pela cultura, por isso só fiz mais um ano como júnior no União de Almeirim e três como sénior no Grupo Juventude Chamusquense e resolvi arrumar as botas.


1976  - No Estádio Municipal da Chamusca, antes do jogo Grupo Juventude Chamusquense - Académica de Santarém.

Esse ponto final no futebol significou o teu regresso às actividades culturais?

Não se pode dizer que tenha deixado essas actividades, mesmo depois da minha saída do “Coro”. Muita gente desconhece, mas em 1977 havia uma Tertúlia Fadista na Chamusca a que eu aderi. Ensaiávamos nas traseiras da antiga ourivesaria do José Pinhal e actuávamos em espectáculos de angariação de fundos para o Grupo Juventude Chamusquense. Os elementos dessa Tertúlia, para além de mim e do José Pinhal, eram o Joaquim Salvador, o Artur Simões (que tocava viola), a Lucinda Grilo,  a Silvina de Sá, o Manuel da Silva Santos e o Manuel João Ferreira.
A Tertúlia acabou no início dos anos 80, mas há algum tempo que já só nos reuníamos em casa do José Pinhal para conviver, tocar umas músicas e cantar uns fadinhos.


 Tertúlia Fadista - Com Matilde Pereira e Isabel Rosa como convidadas e com a presença já de Pedro Pinhal e Luís Petisca.

Pouco depois, em 1982, surge o “Grupo Gente” em que te integras. Que instrumentos tocavas e como é que decorreu esse período?

Tocava bombo, cana, adufe e fazia coros. O Grupo era dirigido pelo José Pinhal e os elementos que o compunham eram os músicos João Chora, Luís Petisca, Pedro Pinhal, João de Sá e Mestre Julião e nas vozes Filipa Santos, Rita Loja e Fátima Silva.
Este Grupo fez inúmeros espectáculos em Portugal e em 1984 fomos a França onde, na cidade de Nevers, fizemos alguns espectáculos para a Comunidade Portuguesa.
Em Julho de 1985 o Grupo representou o Ribatejo na Feira Mostra Artesanato de Vila do Conde e nesse mesmo ano fomos filmados pela RTP no Festival de Gastronomia de Santarém, o que levou a uma maior divulgação do Grupo que, no seu auge, terminaria devido ao facto de uma parte dos elementos que o constituíam terem ido estudar para fora da Chamusca.



27/07/1985 - Vila do Conde - tocando cana - o "Grupo Gente" foi convidado para representar o Ribatejo no certame "Feira Mostra Nacional do Artesanato".


"Grupo Gente" actuando no espectáculo "Prata da Casa Oiro do Ribatejo", no Cine-Teatro da Chamusca.

Essa situação criou-te algum desânimo e desmotivação?

De forma alguma. Sempre fui um homem que manteve várias actividades paralelas. Não podia estar parado. Como desde a formação do Grupo de Forcados Amadores da Chamusca, em 1974, me tornei seu seguidor e um aficionado da festa brava, no ano de ano de 1986, por estar ligado ao Centro Cultural da Chamusca, fundei ali o “Clube Taurino”, para divulgação tauromáquica, chegando a organizar uma vacada na Praça de Touros local e várias palestras sobre o cavalo e o touro, nelas tendo intervindo, por exemplo, os cavaleiros tauromáquicos Eng.º Rosa Rodrigues e Rui Salvador.
Também colaborei com o Centro Cultural da Chamusca na realização das entradas de touros na quinta-feira de Ascensão, bem como nas grandes noites de fados na véspera onde, com a “cumplicidade” de Maly Socorro, chegámos a trazer grandes nomes do fado como Carlos Zel, Ada de Castro, Manuel de Almeida e os fadistas da região. De salientar que foi este nosso  empenho que acabou por fazer com que a Câmara Municipal criasse a festa emblemática da Chamusca, a  “Semana da Ascensão”, passando a Autarquia a organizar  as entradas de touros e vários dias de festa. Neste processo foi muito importante a colaboração de Nani Machado, que na altura era vereadora da Câmara. Foi também a partir daí que passei a ser convidado  todos os anos pela Câmara Municipal da Chamusca  para apresentar espectáculos e a relatar as entradas de touros.



Inauguração do Clube Taurino na Chamusca, com Francisco Brás, Gaspar Almeida e Silva e Joaquim Trancas Lucas.


Com o fadista Carlos Zel.

Pelo que afirmas, pode dizer-se que o fado, os touros e as tradições enraizaram-se ainda mais em ti no ano de 1986?

Sem sombra de dúvida! Para além daquilo que já referi, em 1986 entrei em outros projectos. Foi um ano de muita actividade. Por exemplo, foi extraordinário o hábito que se criou, naquele ano,  de todas as quartas-feiras realizar tretúlias de fado no Jockey Bar, no Entroncamento, onde se reunia a família fadista e onde eu ia apresentar os fadistas e declamar uns poemas. Por lá passaram algumas das grandes fadistas da actualidade: Cristina Branco, Joana Amendoeira, Teresa Tapadas e Célia Leiria.
Foi um fenómeno do (e no) Entroncamento que durou cerca de 12 anos.
Criou-se um círculo  fadista que às quintas-feiras se estendia ao Parque de Campismo de Alpiarça , às sextas-feiras à “Tendinha de Almeirim”, não esquecendo de quando em vez, aos sábados, o “Rouxinol da Caneira”, na Chamusca, espaço gerido pelos fadistas Manuel João Ferreira e Laura Rodrigues. Havia uma dinâmica a nível do Distrito que hoje, apesar do fado ser património histórico imaterial da humanidade, já não existe.

Sei que foi também em 1986 que iniciaste o teu percurso na rádio. De que forma entraste nessa área e como é que se desenrolou esse teu trabalho?

Como já anteriormente referi o gosto pela festa brava tinha grande importância na minha vida e devido a isso acabei por fazer uma proposta à direcção da Rádio Bonfim, presidida pelo então capitão Eduardo Semedo, para fazer um programa sobre tauromaquia com a duração de meia hora, que passaria ao domingo à noite. Foi o primeiro que realizei na rádio e que se denominou “Ecos Taurinos”. Fazia o programa com Manuel José Lino, Abel Ferreira, Tó Lázaro e Joaquim Trancas Lucas.
Pouco tempo depois fiz uma nova proposta para outro programa de meia hora sobre fado e poesia, dando destaque aos poetas chamusquenses, cujos poemas eram declamados por Joaquim Caracol Cardador e que se chamava “Recanto Poeta e Fadista”.
Depois seguiram-se vários outros naquela Rádio, como a “Hora Ribatejana”, “Copo de Três”, com Manuel Romão”,  “Amanhecendo”, “De A a Z”, divulgando pessoas da história e da cultura, “(H)Ora Viva” e “Coisas do Arco-da-Velha”, com José Sirgado.
Entretanto, em simultâneo, em 1987, vou para a rádio “O Ribatejo”, de Santarém, onde faço o programa “Da Charneca à Lezíria – Ribatejo”, divulgando os fadistas locais e regionais, os ranchos folclóricos e as próprias origens do Ribatejo.
Em 1990 fiz uma incursão na Rádio Ribatejo da Azambuja, onde durante duas horas, aos domingos, passava fado.
Estive igualmente na RCA Ribatejo onde apresentei também um programa de tauromaquia.
Neste período radiofónico, que se prolongou por alguns anos, colaborei ainda com as rádios de Marinhais, Voz de Alenquer e Íris de Samora Correia.
Foi um período extraordinário em que fiz muitas amizades, inúmeras entrevistas e uma grande divulgação da nossa cultura e tradições.


1988 - Nos estúdios da "Rádio Bonfim".


Nos estúdios da RCA Ribatejo (Almeirim), para uma entrevista aos músicos do Grupo "Os Meninos da Avó"


09/02/1991 - Com José Sirgado e Joaquim José Queimado (na sonoplastia), numa entrevista à Grande Fadista  Amália Rodrigues realizada em casa da própria.


Outra fotografia da entrevista efectuada a Amália Rodrigues.


Entrevistando o Toureiro Vítor Mendes no final de uma corrida de touros.


Campo Pequeno - Lisboa - Entrevistando o toureiro Mário Coelho na noite da sua despedida do toureio.


Cartaxo - Numa entrevista ao cavaleiro tauromáquico João Moura.

Foi esse trabalho jornalístico e de informação na rádio que te aliciou a desenvolvê-lo também na imprensa escrita?

A rádio deu-me alguma preparação, mas dar esse passo dependeu mais uma vez da minha vontade de fazer coisas, de ser útil e contribuir para manter as pessoas informadas, divulgar a minha Terra e Região, a cultura e as tradições.
Foi com esse espírito que em 1989 e durante cerca de 4 anos fiz parte da Direcção do Jornal da Chamusca onde, também, para além de escrever a página de tauromaquia fiz várias reportagens.
Depois, em 2003, fui convidado pelo João Queirós, director da Revista “Novo Burladero”, para começar a escrever para aquela publicação taurina e aceitei com o orgulho de poder colaborar na divulgação tauromáquica do nosso País. Foram cerca de 6 anos de colaboração activa e por vezes ainda ali publico alguns artigos.
No campo da escrita, mas noutro âmbito, a convite da Câmara Municipal da Chamusca escrevi o opúsculo “A Festa Brava Vista pelo Eng.º Rosa Rodrigues”, que foi lançado na Semana da Ascensão de 1997. Foi mais uma oportunidade de poder divulgar um valor da Chamusca, neste caso um grande ganadeiro e cavaleiro tauromáquico.



Em Olivença, no stand da Revista "Novo Burladero", com Francisco Cano. O mais velho fotógrafo tauromáquico do mundo. O único fotógrafo que fotografou a morte do grande matador de touros "Manolete".

No início dos anos 90 voltas novamente à música. Que significado teve para ti este reencontro?

Significou a possibilidade de voltar a fazer amizades, de levar a música da nossa Região a muitos lugares do nosso país e desfrutar o prazer de estar em palco a fazer o que gostava.
Estive no Grupo de Danças e Cantares da Chamusca e do Ribatejo, a tocar cana e a fazer coros, de 1992 a 1999. Foi um período em que fomos muito bem acolhidos pelo público, tendo participado em vários festivais e efectuado uma digressão a França em 1993.


 "Grupo Danças e Cantares da Chamusca e do Ribatejo" em Lagique Darnoise, França.

Paralelamente envolveste-te numa área nova para ti: o teatro. De que forma chegaste a estes palcos e que peças representaste?

Fui para o teatro por influência do actor Joaquim Caracol, o meu grande amigo de sempre. Devido ao facto dele representar e de assistirmos a peças e espectáculos juntos, tal envolvimento acabou por originar em mim também uma grande paixão por essa arte.
Comecei a representar em 1991 na reposição das revistas locais “Na Cepa Torta e Salsifré”, a que se seguiram a revista “Sem Papas na Língua” (1993), as peças “O Grande Chamusquense” e a “Ceia dos Cardeais (1994), “Amor à Terra” (1997) e "Vários Quadros Chamusquenses em Revista (2001).
Mais recentemente representei nas peças “Campinos Mulheres e Fado” (2009), "Chamusca Terra de Fado" (2011), “Evocação do Poeta Armando Soares Imaginário”e na revista “O Pátio do Buraco”(2012).
Actualmente faço parte do elenco da Companhia de Teatro do Grupo Dramático Musical, pelo que irei continuar o caminho iniciado há mais de 20 anos.


1993 - Na revista "Sem Papas na Língua".


1994 - "O Grande Chamusquense" - Em palco com Victor Hugo, Manuel João Laurentino entre outros.



1994 - "O Grande Chamusquense" -  Vídeo de uma cena representada por si.


1994 - Grupo Drático Musical - "A Ceia dos Cardeais", com Victor Hugo e Joaquim Caracol Cardador.



1994 - "A Ceia dos Cardeais" -  Vídeo de uma cena por si representada.



2001 - "Vários Quadros Chamusquenses em Revista"


Tens ganho notoriedade como apresentador de eventos. Como é que se consegue esse desempenho?

São já muitos anos a apresentar espectáculos e eventos diversos, como a apresentação de lançamento de livros e cd’s. Esta bagagem, a escolha das palavras, a expressão da voz e o conhecimento daquilo que estou a apresentar dão-me o à vontade necessário para estar à frente do público.
Depois é preciso gostar do que se está a fazer e eu não faço nada como se fosse um frete.

Quais foram os  pontos mais marcantes como apresentador e declamador?

Foram já tantas as apresentações que fiz que corro o risco de me esquecer de alguém ou de algum evento. Por isso vou fazer um breve apanhado.
Para além das apresentações já referidas ao longo da entrevista, destaco:
Os  lançamento de  Cd’s de João Chora, Célia Barroca, Isabel Rosa, Ramiro dos Santos, Dora Maria e de um disco de Manuel João Ferreira
Os lançamentos dos livros “Nas Margens do Meu Rio”, de Cristina Correia, “Rua das Magnólias” e “Recados d’Alma” de Paula Fonseca da Luz, “Homens que Pegam Toiros” de Teresa Soares
Nos espectáculos poria em relevo, “Reflexos de Água”,realizado no Centro Cultural de Belém; um espectáculo sobre Camões, exibido na Casa da Música no Porto, musicado e criado por Custódio Castelo; “Ribatejo em Festa”, da autoria de Joâo Vilaverde; “Colorido Ribatejano”, concebido por Mónica Pombo; “Festa do Forcado”; “25 Anos da Morte de Ary dos Santos” e a participação em alguns espectáculos de José Cid e de Pedro Barroso.
Outro ponto marcante foi o ter sido, durante alguns anos, o apresentador oficial dos espectáculos que a Liga dos Amigos do Concelho da Chamusca realizava na Feira Popular de Lisboa.
Significativo foi também ter chegado a fazer a apresentação de um espectáculo em Vilamoura, em inglês.
Mais no topo fica, sem dúvida, o espectáculo “Ribatejo Fadista”, que representou o Ribatejo no grande certame que foi a Expo 98. Fui eu que escrevi a introdução desse espectáculo e para além da apresentação também fazia a declamação de poesia. Fazíamos dois espectáculos por noite no Palco do Fado. Um das 22:00 às 23.30 horas e outro da meia noite à 1 hora. Nesse espectáculo participavam também o Custódio Castelo (guitarra), Carlos Velez  (viola), João Chora ( viola e voz),  e os fadistas Carlos Lisboa, António Figueiredo, Carlos Mendes Pereira, Cristina Branco, Teresa Tapadas e Helena Leonor.
Durante 5 dias fomos artistas residentes na Expo 98 com o espectáculo “Ribatejo Fadista”.
Posteriormente ainda realizámos este espectáculo noutros locais, sendo de destacar o realizado em 1999 na Festa do Avante.



Casa do Brasil em Santarém - Apresentação do livro "Homens que Pegam Toiros" 



Golegã - Apresentação do disco do fadista chamusquense Manuel João Fereira.


Declamando,  acompanhado pelos músicos José Luís Nobre Costa (guitarra). João Chora (viola) e professor Joel Pina (viola-baixo).


Apresentando um espectáculo na extinta Feira Popular de Lisboa.


Expo 1998 - Espectáculo "Ribatejo Fadista".


No Solar da Vila em Benavente.


Poesia e folclore em Ferreira do Zêzere.



Santarém- Espectáculo "Ribatejo em Festa".


Festa do Forcado.


Campo Pequeno - Lisboa - homenagem ao campino.


Almeirim - A poesia em palco.

A poesia e a declamação são-te muita queridas. Quando é que nasceu este amor?

Para responder a essa pergunta é preciso voltar muito atrás no tempo. Quando andava no “Coro” e como íamos para casa da Menina Nazaré Santos ensaiar, aos 13 anos vi lá o livro da revista popular “Na Cepa Torta”, do qual constava o poema “Ribatejo”, da autoria de João Fonseca. Senti tanto aqueles versos que em apenas dois ou três dias os decorei e comecei a recitar. Depois enriqueci o meu repertório com  poemas de Armando Imaginário, Maria Manuel Cid, Fernando Pessoa, José Régio, António Gedeão e José Carlos Ary dos Santos, do qual fiz vários espectáculos nas comemorações dos 25 anos da sua morte.
Este meu trabalho apaixonado viu reconhecido o seu mérito quando, em 1997, a Casa do Ribatejo me atribuiu um diploma de louvor pela minha dedicação na divulgação da poesia ribatejana.



Gostaria ainda de realçar o convite de  André Ponces de Carvalho para participar em espectáculos equestres, fazendo resenhas históricas e declamando poesia, e com o quais percorri várias localidades deste país.

Com tanto sentimento poético, porque razão ainda não escreveste um livro de poesia?

Só ainda não escrevi poesia ou qualquer outra forma de literatura, porque não tenho tempo para o fazer. Também porque nunca pensei nisso. Talvez um dia escreva as minhas memórias.

Teres sido convidado  para participar em programas de televisão, teve algum significado especial para ti?

Já fui várias vezes à televisão. Já passei na RTP África, na RTP1 e na TVI. Talvez o maior significado de lá ter estado tenha sido a divulgação do meu trabalho e da cultura da minha região, criando-se assim a possibilidade de tê-los partilhado com mais pessoas.


Presença no Programa "Portugal no Coração" da RTP1 - 1 de Fevereiro de 2013



                                            Declamando "É Isto o Ribatejo".


Declamando "Campino do Ribatejo"


És um homem de fortes convicções culturais, mas também políticas. Foi difícil assumir o teu ideal monárquico num tempo republicano?

Apesar de todos os problemas políticos que vamos atravessando, penso que ainda há um espaço de liberdade para assumirmos aquilo que pensamos, que sentimos e que somos. Por isso assumi a minha convicção monárquica?
Nesse sentido fui membro da direcção da Real Associação do Ribatejo, que desenvolveu várias actividades e que trouxe o senhor D. Duarte ao Ribatejo. E devido a este meu trabalho e sentimento monárquico, em 2003 fui investido, por D. Duarte de Bragança, Cavaleiro Honorário da Real Irmandade de S. Miguel da Ala.


Cerimónia da investidura e colocação das insígnias.


Recebendo a Carta das mãos de D. Duarte de Bragança.



Qual o significado, para ti, da trilogia fado, touros, monarquia?

Significa a defesa dos valores culturais, históricos e sociais de Portugal. Sou um apaixonado pela história de Portugal. Tivemos um Império e isso orgulha-me.

Quando tanta gente se insurge contra as corridas de touros, o que vês no toureio?

Vejo a beleza, a arte, o mistério do pano encarnado, com o qual o homem domina o ímpeto animal.  
O toureio para mim é uma arte, como por exemplo a pintura, a música e a poesia.



Na Praça de touros do Campo Pequeno - Trajado a rigor.


Acompanhado pela mulher, Paula Loja, e pelo amigo Abel Ferreira, na Praça de Touros de Santarém. 


Acompanhado pela mãe, Generosa, e pelo amigo José Pirinhas.


Entre forcados do "Grupo de Forcados Amadores da Chamusca"


Volta à arena na Praça de Touros da Chamusca, numa noite em que pegou duas vacas.


Em Barrancos, nos cornos de um touro.

Por certo ganhaste algum dinheiro nas diversas actividades que desenvolveste, mas porque razão não te tornaste profissional?

É certo que recebi algum dinheiro, mas também dei muitas borlas e participei em inúmeros espectáculos de beneficência.
Não fui mais longe na minha vida “artística” por não me querer ligar a lobbies. Também por ter medo de deixar a Chamusca. Isso seria como arrancar-me um braço. Para mim a Chamusca é como uma mãe e não seria capaz de sobreviver longe dela. Tudo, desde a tradição, o envolvimento com o touro, o cavalo, o fado, a poesia e as amizades que aqui criei, me marcaram.
Amo esta Terra e esta região e só faço as coisas por paixão, pelo prazer de fazer, de estar.
Como dizia a grande poetisa chamusquense Maria Manuel Cid; “Deus quando pensou em fazer o mundo, primeiro fez o Ribatejo. Todas as belezas que Ele idealizou pô-las aqui.” É isso que eu sinto, a beleza, a paixão e um amor muito forte por esta região.

Que mensagem final gostarias de deixar para todos os que vão ler este trabalho?

Antes de deixar uma mensagem para todos os que nos estão a ler, gostaria de agradecer-te e ao blog "Corações da Chamusca" todo o carinho, simpatia e amabilidade por me terem inserido nesta galeria reunido com, eles sim, Grandes e Magníficos Chamusquenses por quem nutro grande admiração e respeito. Eu serei apenas um que, em vez de ser um "coração da Chamusca", trago a Chamusca no coração, "dentro do peito como um tesoiro".  
A minha vida, este meu percurso não o fiz sozinho. Vêm-me à memória muitos nomes, muitas amizades, que me ajudaram e influenciaram na minha formação humana, académica, social e artistica. Não posso, nem devo, deixar de nomear os meus Pais; Mestre José Maria  Pedroso; Professor José Fernandes Vaz; os companheiro(a)s de escola e do Liceu; Menina Nazaré Santos; os colegas do Coro da Imaculada Conceição; Joaquim Caracol Cardador, Joaquim Salvador, José Pinhal, Vitor Cegonho, Professor José Dias, D. Maria Manuel Cid; os companheiros do "Grupo Gente"; Joaquim Trancas Lucas, Abel Ferreira, António Lázaro, José Sirgado, Luis Salgueiro, Joaquim José Queimado e restantes elementos da Rádio Bonfim da Chamusca e da RCA Ribatejo; a grande e fantástica equipa do Jornal da Chamusca; Manuel da Silva Santos, João José Samouco da Fonseca, Vitor Hugo, Fernando Ferreira, Manuel José Aranha, Maria Emilia Vacas, Leonor Serrasqueiro, José Cid, Pedro Barroso, Manuel João Valério (Nekas); todos os elementos da consagrada Revista Taurina "Novo Burladero"; Carlos Petisca e restantes elementos do Grupo de Teatro do GDM-JNP; todos os fadistas, guitarristas e violas de fado da Chamusca e da região que me têm acarinhado e partilhado com a sua Amizade; a todos os elementos do Grupo de Forcados Amadores da Chamusca e, obviamente, a edilidade da minha Terra.
Estou agradecido a todos Chamusquenses, leitores, ouvintes e público em geral, que, de uma maneira ou de outra, me têm incentivado, apoiado, acarinhado, aplaudido. E finalmente, os últimos são os primeiros, à minha Familia.
A todos estou profundamente grato.
Quero deixar uma mensagem aos Jovens para acreditarem no futuro. Que, tal como eu, procurem e preservem a história e a cultura das vossas raizes. Que pratiquem actividades desportivas, associativas, lúdicas, culturais. Que se insiram activamente na sociedade procurando melhorá-la. Que dêm relevo e apoio a todos os nossos artistas dos vários quadrantes, porque a Chamusca é um manancial artistico, desportivo e cultural.
Que vivam a Vida sem exageros, com equilibrio, sensatez e moderação.
Que amem a vossa Terra como se ama uma Mãe.
Que todos os leitores deste blogue sejam muito Felizes e que tenham muita saúde.
A todos o meu muito, e muito, obrigado.  


Para mais informações sobre a actividade de Raul Caldeira pode seguir o seu blogue deportaberta.blogspot.com.


Agradecimentos a Pedro Laurentino.



Comentários no facebook e no blogue:

Victor Azevedo deixou um novo comentário na sua mensagem "RAUL CALDEIRA, UM SÍMBOLO 
DA CULTURA DO RIBATEJO": 

Excelente!
Felicito Carlos Oliveira não só pelo belíssimo e útil blogue que nos vai apresentando com 
assinalável regularidade no qual se inclui este excelente trabalho e, neste caso também, o
 amigo Raul Caldeira pela magnífica exposição feita da sua muito importante actividade cultural 
e artística em prol da cultura, da Chamusca e do Ribatejo!
Confesso até que desconhecia um ou outro detalhe do seu fantástico percurso que, estou certo,
 todos apreciamos e aplaudimos...
Desejo que continue com o mesmo ritmo e igual entusiasmo e paixão na defesa do bairrismo e
 do nosso Ribatejo e de todas as nossas belíssimas tradições e, agora de caracter pessoal, que
 faça o favor de continuar a considerar-me no grupo dos seus amigos!
Victor Azevedo 


Eduardo Martinho

Eduardo Martinho deixou um novo comentário na sua mensagem "RAUL CALDEIRA,
 UM SÍMBOLO DA CULTURA DO RIBATEJO":

Extraordinário e impressionante exemplo de vida inteiramente dedicada à sua Terra!
Surpreendeu-me, em particular, a qualidade de “diseur” do entrevistado!
Sem Raúl Caldeira (e este blog de divulgação de Carlos Oliveira) a Chamusca ficaria
 mais pobre.
Um cordial abraço,
Eduardo João Martinho

rosa-branca deixou um novo comentário na sua mensagem "RAUL CALDEIRA,
 UM SÍMBOLO DA CULTURA DO RIBATEJO":

Olá amigo, quero dar-lhe os parabéns pelo magnífico trabalho aqui apresentado, que já li e reli,
 pois adorei. O Raúl é um Ribatejano de gema e um grande homem, que sempre se dedicou á nossa Chamusca de alma e coração. Um declamador que eu gosto muito. Também desconhecia certos percursos da sua vida e dou-lhe os parabéns pelo curriculum que é excepcional.
 Beijos aos dois com carinho


Um novo comentário na sua mensagem "RAUL CALDEIRA, UM SÍMBOLO DA CULTURA DO RIBATEJO":

Sempre com a mesma garra e empenho, Homem que vive a sua terra e o Ribatejo como poucos.
Para mim , na minha modesta opinião ninguem, mas ninguem declama poesia alusiva ao Ribatejo
como ele, existe nele um sentimento, que quem é ribatejano como eu, sente o cheiro da lezíria,
 tem uma vibração especial.
Parabens Ao Carlos Oliveira por este trabalho, e claro ao Raul, que continue a presentear-nos
 com o seu talento.
um abraço
leonor cordeiro

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "RAUL CALDEIRA, UM SÍMBOLO DA CULTURA DO RIBATEJO": 

Gostei muito de ler esta "viagem" pela tua vida...
Beijinho

A. Luz 




adelaide nunes nunes deixou um novo comentário na sua mensagem "RAUL CALDEIRA, UM SÍMBOLO DA CULTURA DO RIBATEJO":

Meu querido amigo Raul, o teu percurso extraordinário é uma enorme inspiração. Sempre com muito empenho, entusiasmo e enorme talento mostraste sempre um versatilidade impar. A tua Chamusca sempre no teu coração!!!
Sinto-me um gigantesco privilégio em ser tua amiga.

Desejo que o futuro te traga muitos sucessos e muitas razões para sorrires. :)

Eunice Carvalho deixou um novo comentário na sua mensagem "RAUL CALDEIRA, UM SÍMBOLO DA CULTURA DO RIBATEJO":

Conheço alguns chamusquenses mas, o Raúl é inigualável. Homem frontal, directo, franco, e acima de tudo ARTISTA. Como bom ribatejano que é tem na alma tudo que deve ter, crença, coragem, lealdade, valor e amor. Agradeço esta partilha da vida do Raúl, passei a conhecer melhor um amigo que já admirava. Deus lhe dê saúde e a nós nos dê a sorte de continuar a partilhar consigo os bons momentos que nos proporciona no fado, na poesia, nas corridas e em serões de amizade. Um beijinho com votos de continuação de SUCESSO.

Dora deixou um novo comentário na sua mensagem "RAUL CALDEIRA, UM SÍMBOLO DA CULTURA DO RIBATEJO": 

Amigo Raul , quando penso em ti vejo-te sempre como o Homem que tem sempre a porta aberta para todos... Uma porta de madeira que apenas simboliza a forma « aberta » , amistosa e espontânea com que abres o teu coração, o teu sorriso e a tua amizade para todos. Sempre disponível para ajudar quem precisa ... 
Obrigada Raul por seres o Homem que és , muito mais que um genuíno homem do Ribatejo( como muita gente te define ) , és um homem genuinamente bom e generoso , o que para mim tem muito mais valor . 
Beijos e fados ....
( Dora Maria )

Marco Domingos deixou um novo comentário na sua mensagem "RAUL CALDEIRA, UM SÍMBOLO DA CULTURA DO RIBATEJO": 

Tudo o que fazemos na vida tem de ser feito com paixão, para ser bem feito.
E o Raul destaca-se por isso. Pelo empenho, dedicação e generosidade que coloca em tudo o que faz. Mas é sobretudo o amor à sua terra mãe que bem o caracteriza. Houvesse em cada lugar deste país um homem assim dedicado à terra, e este seria certamente um país melhor.
Diz Raul, "Não fui mais longe na minha vida “artística” por não me querer ligar a lobbies. Também por ter medo de deixar a Chamusca. Isso seria como arrancar-me um braço. Para mim a Chamusca é como uma mãe e não seria capaz de sobreviver longe dela."
Se o nosso Ribatejo é de beleza impar e de uma cultura vastíssima, não é menos verdade que o Ribatejo não seria o mesmo sem esta figura que faz o favor de ser nosso amigo. Raúl.

Marco Domingos 

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João José Bento comentou uma ligação que partilhaste.
João José escreveu: "O Raul Caldeira, é mais um Coração da Chamusca a pulsar, sair da sua linda vila
 era como lhe arrancar um braço, logo aqui se vê o amor que tem ao lugar onde nasceu. Tinha e tem 
todas as condições para ir mais longe, talvez nem ele próprio acredita-se no seu grande valor, só que Carlos Oliveira não pensou da mesma maneira e transportou-o para os Corações da Chamusca, com 
toda a justiça, divulgando todo o seu trabalho e empenhamento durante todos estes anos, em prol 
da sua Chamusca e do Ribatejo. Companheiro e amigo de longa data, este é o meu pequeno tributo
 ao Raul !!! Os outros seus amigos e devem ser muitos, porque tem sempre a porta aberta, que lhe prestem também o seu tributo, já que com os Corações da Chamusca ele chegará aos quatro cantos
 do mundo !!! Parabéns Raul !!! Pela tua dedicação à nossa terra. Ao Carlos Oliveira, também o felicito
 por mais este seu trabalho, que deverá ser saboreado, nas fotos nos vídeos e na entrevista. Uma só palavra ! Divulguem e partilhem " Os Corações da Chamusca " O sempre JJ"


  • Jose Joaquim Braz Um grande abraço ao amigo Raúl. Ainda parece que foi ontem que jogávamos
     à bola no Juventude. Como o tempo passa meu amigo. Há que aproveitar enquanto há vida e saúde.
     Bom de bola e uma bonita voz que aprendeste acolocar com as tuas experiência da rádio e do teatro. 
    JB

    Patrícia Figueiredo Eu já sabia que o meu amigo era grande... mas é sempre bom ver essa grandeza reconhecida e sabê-la admirada por outros! Um beijo enorme de um coração ribatejano para outro ainda maior! Oxalá esta amizade perdure, sempre com muita diversão e sorrisos...

    Sandra De Oliveira Duarte Parabéns Raul, desejo que essa sua arte continue a ser divulgada por este pais e mais além! Um beijinho grande


    • Leonor Mauricio PARABENS Raul, acho que isso basta.....Adoro-te beijinhos....


      Natália Martins Mais uma vez e com muito prazer estive a ver e ouvir "O Homem do Ribatejo". Para mim e penso que para qualquer pessoa que tenha "alma" e sentimento é sempre um gosto ouvi-lo... linda voz, bem colocada, timbrada a preceito (nem precisa de micro) com garra e saber estar que chega ao coração de qualquer pessoa .Que se mantenha assim amigo Raul e que Deus o proteja para continuar a dedilhar em poema a sua história de vida.






11 comentários:

  1. Excelente!
    Felicito Carlos Oliveira não só pelo belíssimo e útil blogue que nos vai apresentando com assinalável regularidade no qual se inclui este excelente trabalho e, neste caso também, o amigo Raul Caldeira pela magnífica exposição feita da sua muito importante actividade cultural e artística em prol da cultura, da Chamusca e do Ribatejo!
    Confesso até que desconhecia um ou outro detalhe do seu fantástico percurso que, estou certo, todos apreciamos e aplaudimos...
    Desejo que continue com o mesmo ritmo e igual entusiasmo e paixão na defesa do bairrismo e do nosso Ribatejo e de todas as nossas belíssimas tradições e, agora de caracter pessoal, que faça o favor de continuar a considerar-me no grupo dos seus amigos!
    Victor Azevedo

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  2. Extraordinário e impressionante exemplo de vida inteiramente dedicada à sua Terra!
    Surpreendeu-me, em particular, a qualidade de “diseur” do entrevistado!
    Sem Raúl Caldeira (e este blog de divulgação de Carlos Oliveira) a Chamusca ficaria mais pobre.
    Um cordial abraço,
    Eduardo João Martinho

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  3. Olá amigo, quero dar-lhe os parabéns pelo magnífico trabalho aqui apresentado, que já li e reli, pois adorei. O Raúl é um Ribatejano de gema e um grande homem, que sempre se dedicou á nossa Chamusca de alma e coração. Um declamador que eu gosto muito. Também desconhecia certos percursos da sua vida e dou-lhe os parabéns pelo curriculum que é excepcional. Beijos aos dois com carinho

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  4. Caríssimos Amigos, agradeço toda a colaboração, Amizade e participação na divulgação da Chamusca e dos seus valores. Este blogue apenas pretende dignificar a nossa Terra e as suas Gentes. Felizmente que não faço este trabalho sozinho porque, desde o início, também conto com o vosso empenho e de muitos outros, que vão fazendo deste espaço um diálogo sem fronteiras. Muito obrigado pelos vossos incentivos, apoio e carinho.

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  5. Sempre com a mesma garra e empenho, Homem que vive a sua terra e o Ribatejo como poucos.
    Para mim , na minha modesta opinião ninguem, mas ninguem declama poesia alusiva ao Ribatejo
    como ele, existe nele um sentimento, que quem é ribatejano como eu, sente o cheiro da lezíria, tem uma vibração especial.
    Parabens Ao Carlos Oliveira por este trabalho, e claro ao Raul, que continue a presentear-nos com o seu talento.
    um abraço
    leonor cordeiro

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  6. Gostei muito de ler esta "viagem" pela tua vida...
    Beijinho

    A. Luz

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  7. Meu querido amigo Raul, o teu percurso extraordinário é uma enorme inspiração. Sempre com muito empenho, entusiasmo e enorme talento mostraste sempre um versatilidade impar. A tua Chamusca sempre no teu coração!!!
    Sinto-me um gigantesco privilégio em ser tua amiga.

    Desejo que o futuro te traga muitos sucessos e muitas razões para sorrires. :)

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  8. Conheço alguns chamusquenses mas, o Raúl é inigualável. Homem frontal, directo, franco, e acima de tudo ARTISTA. Como bom ribatejano que é tem na alma tudo que deve ter, crença, coragem, lealdade, valor e amor. Agradeço esta partilha da vida do Raúl, passei a conhecer melhor um amigo que já admirava. Deus lhe dê saúde e a nós nos dê a sorte de continuar a partilhar consigo os bons momentos que nos proporciona no fado, na poesia, nas corridas e em serões de amizade. Um beijinho com votos de continuação de SUCESSO.

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  9. Amigo Raul , quando penso em ti vejo-te sempre como o Homem que tem sempre a porta aberta para todos... Uma porta de madeira que apenas simboliza a forma « aberta » , amistosa e espontânea com que abres o teu coração, o teu sorriso e a tua amizade para todos. Sempre disponível para ajudar quem precisa ...
    Obrigada Raul por seres o Homem que és , muito mais que um genuíno homem do Ribatejo( como muita gente te define ) , és um homem genuinamente bom e generoso , o que para mim tem muito mais valor .
    Beijos e fados ....
    ( Dora Maria )

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  10. Tudo o que fazemos na vida tem de ser feito com paixão, para ser bem feito.
    E o Raul destaca-se por isso. Pelo empenho, dedicação e generosidade que coloca em tudo o que faz. Mas é sobretudo o amor à sua terra mãe que bem o caracteriza. Houvesse em cada lugar deste país um homem assim dedicado à terra, e este seria certamente um país melhor.
    Diz Raul, "Não fui mais longe na minha vida “artística” por não me querer ligar a lobbies. Também por ter medo de deixar a Chamusca. Isso seria como arrancar-me um braço. Para mim a Chamusca é como uma mãe e não seria capaz de sobreviver longe dela."
    Se o nosso Ribatejo é de beleza impar e de uma cultura vastíssima, não é menos verdade que o Ribatejo não seria o mesmo sem esta figura que faz o favor de ser nosso amigo. Raúl.

    Marco Domingos

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  11. Tive o privilégio de ver nascer o projecto "Corações da Chamusca" e aos poucos ver a dimensão extraordinária que teve por todo o mundo. Ideias como esta fazem realçar o carácter do Homem fantástico que é o Carlos (aliás, Carlos significa isso mesmo: HOMEM). Homem incansável e determinado na busca diária de um sentimento já quase em vias de extinção: O AMOR AO PRÓXIMO. Esta filosofia de vida começou a ser alinhavada em textos, nos livros que ele editou ao longo dos anos, todos com uma forte mensagem que destaca o amor e o desamor que vivemos, fruto dos tempos, das exigências da vida e das solicitações infindáveis do trabalho, da família, do mundo, do sistema. Não é fácil ser-se Homem quando os valores de uma sociedade estão invertidos, ou mesmo apagados. Não é fácil deixar a nossa vida pessoal e familiar para dar um pouco de alento a uma terra envelhecida, como é a Chamusca, e enaltecer Homens com Valores Humanitários e culturais acima da média. O Carlos Oliveira trabalha por amor e com amor, vive cada linha e sentimento que escreve,
    Desde a primeira entrevista feita ao nosso querido amigo Victor Cegonho até agora nota-se uma evolução excelente.
    Parabéns a todos os entrevistados pelo contributo que deram à sua Terra Mãe e ao Carlos pelo altruísmo.

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